Arquivos para 'ciência e arte'Categoria

árvore de prata

06/10/2010

Que tal aplicar seus conhecimentos de química para produzir uma árvore de prata como a que abre este post?

O químico Luís Brudna, professor da Universidade Federal do Pampa, explica no blog Em Síntese como obter este resultado e indica um passo a passo do experimento com nitrato de prata, a partir de uma reação de oxi-redução.

Desafio: vá além e produza uma foto da sua árvore de prata evitando os reflexos no béquer e utilizando um fundo que valorize seu material, como você aprendeu na oficina fotográfica da Móbile. Será que teremos uma foto vencedora do concurso?

corrosão a cores

29/09/2010

Você já imaginou que a corrosão de pregos pudesse gerar imagens tão bonitas?

O químico Rodrigo Liegel, professor do Ensino Médio na Móbile, explica como isso é possível:

Imagino que os pregos estão imersos em um tipo de gelatina adicionada a corantes ou indicadores que reagem com os produtos da corrosão do ferro (cátions ferro e ânion hidroxila). Já montei experimentos com efeitos semelhantes, mas com cores diferentes. A ideia não era artística, mas identificar as regiões anódicas e catódicas do prego em diversas condições. Os efeitos são realmente impressionantes.

E você, não pensa em produzir fotos tão bonitas e diferentes como essas aplicando seus conhecimentos de química? Inspire-se em outras belas fotos de pregos em corrosão no blog Massa Crítica, de onde a foto que abre este post foi retirada.

sulfato de cobre por todos os lados

23/09/2010

O sulfato de cobre, também chamado de sulfato cúprico, pedra azul ou calcantita, é um composto químico derivado do cobre que forma cristais azuis solúveis em água e ligeiramente solúveis em álcool e glicerina.

Valendo-se desta propriedade, o artista britânico Roger Hiorns montou uma monumental instalação em um apartamento abandonado utilizando 80 mil litros de solução de sulfato de cobre. O resultado é a bela imagem que abre este post.

No blog Massa Crítica, de onde esta foto foi extraída, você encontra mais fotos e informações desta instalação – visite!

inspirações fotográficas

20/09/2010

A revista de divulgação científica Unesp Ciência, que completou um ano em 25/08/2010, tem duas seções inspiradoras para os fotógrafos, além das ótimas reportagens que sempre apresenta.

Na seção Click, são apresentadas belas fotos, sempre uma por edição, acompanhada de uma breve explicação sobre “a ciência que está por trás”. A foto que abre este post, do carunchinho vermelho (que, na verdade é azul!), é um exemplo (clique na imagem para vê-la ampliada). Há também uma pele desenvolvida em laboratório para testar inovações cosméticas, uma planta aromática com potencial industrial, ninfas em preto e branco na paisagem colorida do Cerrado, imagem nanométrica de óxido de alumínio, orvalho matinal, o lagarto que é uma prova de ligação entre o Cerrado e a Caatinga  e muito mais!

Na seção Estação de trabalho, você pode descobrir que tipo de objeto um cientista guarda em sua sala. Veja, por exemplo, a enorme coleção de grilos em um laboratório do Instituto de Biociências da Unesp de Botucatu e um mundo de engenhocas em uma sala do Departamento de Física do campus de Guaratinguetá.

No blog da revista, também há o link para galerias de fotos feitas durante as reportagens. Já falamos aqui da galeria da biodiversidade. Aproveite para conhecer também a galeria do Rio Negro.

fotografia de luz

13/09/2010

A luz é um dos mais importantes elementos da linguagem fotográfica. Aliás, você sabia que a palavra fotografia vem do grego φως [fós] (“luz”), e γραφις [grafis] (“estilo”, “pincel”) ou γραφη grafê, e significa “desenhar com luz e contraste”?

Para de fato ”desenhar com a luz” na fotografia, é preciso usar o modo manual da câmera para adequar a abertura da lente e a velocidade do obturador à quantidade de luz que se deseja imprimir à foto. O fotógrafo e professor Carlos Eduardo Godoy compara o controle da luz por meio da abertura da lente da câmera e da velocidade do obturador ao cuidado de um pintor com seus pincéis e tintas. Veja algumas dicas:

Ao utilizar velocidade mais baixa (maior tempo de exposição), é possível criar belos efeitos como aqueles presentes em fotos noturnas nas quais as luzes dos veículos formam faixas coloridas. [...] ao usar velocidades mais altas (menor tempo de exposição) é possível congelar o movimento de algo que está se movendo rapidamente. Usando aberturas maiores na lente, que permitem a entrada de maior quantidade de luz na câmera, é possível destacar o objeto fotografado enquanto o segundo plano fica desfocado. [...] Já ao utilizar aberturas menores, que permitem a entrada de menor quantidade de luz, consegue-se o foco em maiores profundidades da imagem. Nesse caso a fotografia toda fica nítida.

Uma das técnicas em que “se desenha com a luz” é chamada de light painting. É o caso, por exemplo, da foto que abre esse post, em que Godoy colocou uma vela acesa sobre o tripé da câmera e fez algumas imagens com a câmera na mão usando abertura F11 e tempo de exposição de 6s.

Apenda mais sobre essa técnica e sobre o uso da câmera em modo manual nestes excelentes textos do professor-fotógrafo, recheados de belas fotos que exemplificam as técnicas que descreve:

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